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Iluminação · Escrita · Passatempos

Iluminação

Para combater a escuridão dos caminhos ou dos lugares públicos e nas cerimónias religiosas, usavam os romanos archotes embebidos de substâncias inflamáveis. Dentro de casa, a iluminação fazia-se com velas (candelae) de cera de abelha ou sebo, e lamparinas de azeite (lucernae); usavam-se uma e outras isoladamente ou formando conjuntos de várias unidades em candelabros e levavam-se à rua dentro de lanternas.

Escrita

Ler e escrever cedo se tornaram uma necessidade para os romanos de todas as classes, incluindo libertos e escravos. Folhas de pergaminho e de papiro e tábuas enceradas foram os principais suportes de livros, cartas e documentos, mas não são raras as leis escritas em lâminas de bronze ou de chumbo e, no momento oportuno, um pedaço de tecido, um fragmento de cerâmica, uma porta ou um muro serviram para transmitir recados, para fazer contas, para eternizar um pensamento, para insultar, para fazer propaganda política.

Passatempos

Afora os prazeres da mesa e da leitura, a emoção dos espectáculos, o relaxamento do banho e da natação, os romanos entregavam-se a passatempos simples e quase infantis: o salto á corda, a pela, os dados (tesserae) e os astrágalos (tali), o ludus latrunculorum (jogo dos soldados que lembra vagamente o jogo das damas) e o duodecim scripta (o jogo das doze linhas, semelhante ao gamão).

Para ter acesso a determinados lugares e banquetes públicos ou receber alimentos gratuitos, os cidadãos tinham de identificar-se através de senhas a que se dava o nome de tesserae e que consistiam em fichas metálicas ou feitas de osso, cerâmica ou marfim com desenhos alusivos á regalia a que davam direito ou à pessoa ou instituição que identificavam.

A - Escrita (Catálogo, secção 15)

15.21

Tinteiro

Bronze

Inv. 23.01

Alt. 4,87cm, diam. 3,88cm.

Esc. Modernas [2023.G XVII.31(24) - demolição do anfiteatro/construção da muralha baixo-imperial]. Finais do séc.I a finais do séc. III. Oliveira et al. 2025.

Cilindro metálico torneado com pequenas caneluras e decorado a buril. A cavidade, com c. 2x4cm, poderia conter aproximadamente 34ml de tinta.

Referências

  • Etienne, R.; Fabre, G.; Lévèque, P. e M. (1976) - Fouilles de Conimbriga II, Epigraphie et sculpture. Paris: MAFP/MMC.
  • Madail, A. G. R. (1920) - “Uma ara inédita”. O Arqueólogo Português 24, 197-198.
  • Oliveira, C.; Bottaini, C.; Kaal, J.; Back, J. V.; Candeias, A.; Pereira, A.; Miguel, C.; Cardoso, A. M.; Perpétuo, J.; Correia, V. H.; Osório, D.; Dias, V. (2025) - “Tracing literacy in Roman Conimbriga: insights from the metallurgy and ink of a Biebrich inkwell”. Archaeological and Anthropological Sciences 17, 216.
  • Ruivo, J.; Correia, V. H.; Roquinho, P. (2023) - “Novas inscrições da muralha de Conimbriga (prov. Lusitania, Portugal)”. Humanitas 82, 81-117.
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