Monumentos Funerários
Cultos e superstições
Os Romanos foram muito cautelosos no seu processo de aculturação dos povos conquistados; assim, sucede que não impondo rigidamente os seus hábitos e crenças, o panteão de divindades variou de província para província.
Dos seus deuses próprios, sabe-se que na cidade se adorou Liber Pater, Marte, Apolo, Júpiter, Minerva, talvez Juno; dos indígenas não há testemunho clero, mas conhecemos os Lares Lubanci e uma entidade, os Remetes, associados ao culto imperial (Remetes Augusti).
Ligado á crença e às práticas religiosas de qualquer época, anda o culto funerário.
Dissemos já que as necrópoles de época imperial não sobreviveram até à atualidade, provindo os elementos expostos da muralha construída a partir de finais do séc. III. Por tal facto, nada nos dizem concretamente sobre as práticas funerárias locais, mas não é menor o seu interesse, dada a informação que deles se pode extrair quanto à composição dos estratos sociais, aos hábitos jurídicos e à cultura dos conimbrigenses durante os dois primeiros séculos de vida da cidade.


